
No artigo de hoje falaremos sobre os últimos resultados da Balança Comercial Brasileira. Dados importantes para você empreendedor ou importador planejar os próximos passos da sua empresa.
Mas antes de tudo, você sabe o que representa a Balança Comercial Brasileira? Trata-se da relação da quantidade de exportações subtraindo o total de importações de um país. Se este número ficar positivo, temos um superávit. Se este número ficar negativo, temos um déficit. Em uma economia, é saudável que o total de exportações superem as importações, tendo um resultado de superávit no período.
O que é Balança Comercial?
Como definição, entendemos que a Balança Comercial, nada mais é do que a união das contas de importação e exportação de um país.
É um importante indicador econômico que apresenta as negociações com o exterior sobre a situação da região analisada, esse indicador é tão importante quanto o PIB – Produto Interno Bruto.
Quando analisamos os resultados da Balança Comercial, o seu saldo resulta da diferença entre as exportações e importações. O saldo da Balança Comercial é considerado positivo quando há valores das exportações maiores que o das importações, havendo assim um superávit.
E quando a balança comercial é negativa?
Quando esse valor é negativo, ou seja, quando os valores das importações são maiores que os das exportações, falamos que ocorre um déficit.
Na economia, existe ainda a situação de equilíbrio comercial que é quando as operações se igualam aos valores operacionalizados entre exportações e importações.
Meses de alta histórica
Em julho de 2021, a alta das importações em ritmo maior que o das exportações fez o superávit da balança comercial recuar um pouco, mas mesmo assim fechar positivo.
Já em agosto, o país exportou US$ 7,3 bilhões a mais do que importou. Esse foi o segundo melhor resultado da história, só perdendo para julho de 2020 (US$ 7,6 bilhões).
Exportação de commodities
O que sustentou esta alta foram as exportações de commodities. Em julho, o volume de mercadorias embarcadas caiu 8% em relação a 2020. No entanto, os preços subiram em média 43% na mesma comparação. Os seja, vendemos menos quantidade, mas a um preço maior.
Por causa da quebra na safra de milho, afetada pela seca e pelas geadas, as exportações do produto caíram mais de US$ 220 milhões em julho na comparação com o mesmo mês de 2020.
Compras internacionais
Com relação às compras internacionais, destaque para as compras de combustíveis, de adubos e fertilizantes, além de partes e acessórios de veículos.
A alta do dólar, associada à elevação no preço internacional do petróleo (usado tanto nos combustíveis como em parte dos fertilizantes), além da alta impressionante no valor do frete marítimo pressionou as importações no período (e segue pressionando).
A recuperação da economia também elevou o consumo e a procura por novos produtos. No mês passado, o volume importado subiu 31% e os preços médios aumentaram 15,4%.
Superávit brasileiro
Com o resultado de julho, a balança comercial acumula um superávit superior a US$ 44 bilhões nos sete primeiros meses de 2021. O resultado é 48,6% maior que o dos mesmos meses de 2020 (analisando o critério da média diária).
O recorde anterior era de 2017 em US$ 36 bilhões.
De fato, estes números demonstram que a economia global está aos poucos se recuperando. Com a diminuição das regras para enfrentamento da pandemia, o consumo voltou a crescer.
Exportações crescendo
Em 2021, as exportações continuam a crescer mais que as importações e isso para a economia é o esperado. Afinal, teremos mais moeda forte circulando no Brasil e menos reais indo para o exterior.
As vendas para o exterior somaram US$ 161 bilhões, alta de 35,3% pela média diária em relação ao mesmo período do ano passado. As compras do exterior totalizaram US$ 117 bilhões, aumento de mais de 30%.
E o dólar?
O câmbio utilizado nas operações de exportação e importação possui influência nos valores finais de cada uma destas operações comerciais.
O câmbio é a troca de uma moeda de um país que resultará em uma quantidade específica da moeda de um segundo país. Ou seja, é a quantidade de reais necessária para se comprar um dólar por exemplo.
O dólar nos últimos dias seguiu uma tendência de custar 5,20 reais. Este dólar alto atrapalha não apenas quem trabalha com importação, mas inclusive quem exporta.
Afinal dólar alto como este, atrapalha toda a cadeia produtiva, desde a compra de matéria-prima até a venda ao cliente final. Este desiquilíbrio dos preços dos produtos afeta mesmo aqueles fabricados aqui.
O que influencia a alta do dólar?
Muitos são os motivos envolvidos na alta ou queda do dólar. Um deles é o constante aumentos da Taxa Selic que ocorreu neste ano. Com a taxa de juros alta no país, maior será o número de investimentos estrangeiros sendo atraídos no país. Ou seja, teremos mais crescimento, mais consumo e mais dólares circulando por aqui.
A Taxa Selic representa o custo do dinheiro no país. Com o seu aumento, está mais caro para a empresa emprestar, em contrapartida, está mais vantajoso investir. Espera-se que 2021 encerre com a Taxa Selic a 7,50%, o que poderá fazer o dólar custar ainda menos.
Pontos de atenção
Dois pontos de atenção são a inflação que está pressionada e batendo recordes mensais de alta no preço e queda no poder de compra e a alta da energia elétrica no país com riscos de apagão.
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