
O Grupo dos Sete, também chamado de G7, é o grupo dos países mais industrializados do mundo, composto por: Estados Unidos, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido, embora a União Europeia também esteja representada nos encontros.
Esses países são as sete economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os quais representam aproximadamente 65% da riqueza líquida global, equivalente a USD 263 trilhões.
A grande riqueza líquida nacional e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) extremamente elevado são os principais destaques dos membros deste seleto grupo. Estes países também representam 46% do produto interno bruto (PIB) global e 32% da paridade do poder de compra (PPC) global, além disso são estruturados enquanto governos democráticos.
Todos os anos os chefes de estado dos países integrantes se reúnem em um evento chamado Cúpula do G7 e discutem nestes encontros os rumos financeiros dos países em questão, que obviamente, afetam todo o globo. Nos últimos anos o G7 decidiu abordar outros temas relevantes, como o meio ambiente, saúde pública e problemas sociais.
Histórico do G7
O G7 surgiu na década de 1970 por iniciativa do presidente francês Valéry Giscard d’Estaing. A ideia na época era realizar um encontro informal entre as nações que dominavam os mercados ocidentais para coordenar movimentos em direção ao crescimento econômico e bloquear o avanço dos blocos comunistas.
O caráter informal é, em termos, mantido até hoje. Pois de fato o grupo não conta com uma representação formal, estrutura hierárquica ou algum tipo de organização em bloco. O planejamento da cúpula fica a cargo do país sede do encontro, que muda a cada ano.
Em 1997 a Rússia foi incorporada, formando assim o Grupo dos Oito. A estrutura se manteve assim até 2014, quando o país euroasiático deixa de fazer parte do poderoso grupo devido à sanção do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em decorrência da anexação da República da Criméia à Federação Russa, realizada pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, o que causou ao país diversos conflitos governamentais.
Cúpula do G7 em 2020
Devido a pandemia do Covid-19, em 2020 a 46ª reunião do G7 ocorrida em julho foi pela primeira vez no formato remoto. Naquela época a vacinação do Coronavírus não havia iniciado e ela ocorreu 100% de forma virtual.
Naquele ano, a crise econômica e de saúde pública gerada pela pandemia foi um dos principais temas debatidos pelos representantes dos países membros. Os Estados Unidos ficaram isolados na reunião em função do corte do financiamento, anunciado por Donald Trump, à OMS (Organização Mundial da Saúde). Porém, os líderes dos outros países deram apoio à organização.
Nesta reunião, Donald Trump tomou a frente da organização do evento e nomeou Índia, Austrália, Brasil, Coréia do Sul e Rússia como potenciais convidados. Em ligações com Trump no início de junho de 2020, convites para participar da cúpula foram aceitos pelo primeiro-ministro australiano Scott Morrison, presidente do Brasil Jair Bolsonaro, Presidente sul coreano Moon Jae-in e Primeiro ministro indiano Narendra modi.
Com relação a Rússia, os demais membros não aprovaram sua participação. A atitude de Trump na época não foi bem-vista pelos demais chefes de estado do grupo, que agiu de forma impositiva e unilateral.
Cúpula do G7 em 2021
A última reunião dos países mais poderosos do mundo aconteceu na segunda semana de junho na Inglaterra. Além dos sete países mais ricos a África do Sul foi convidada para participar também do encontro. Os principais temas discutidos foram relacionados à pandemia, mudanças climáticas, nova tributação, investimento em novas rotas comerciais e relacionamento com a China.
O bloco discutiu seu apoio à criação de um imposto global de 15% sobre os lucros das multinacionais, especialmente gigantes tecnológicas, como Google, Amazon, Microsoft e Facebook. A proposta deverá ser debatida na próxima reunião do G20, que deve acontecer em outubro deste ano.
Também aprovaram aumentar o orçamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) para que o organismo ofereça empréstimos de até US$ 100 bilhões aos países em desenvolvimento.
Exclusão da China
Ainda que a China seja a segunda maior economia do mundo, com probabilidade de ultrapassar os Estados Unidos em questão de poucos anos e se tornar a maior potência do globo, ela ainda não participa do grupo dos mais poderosos. Com um PIB de aproximadamente US$ 15,4 trilhões, o país havia sido excluído do G7, porque sua renda per capita ainda a posicionava como um país em desenvolvimento. Depois de erradicar a pobreza extrema, o país asiático permanece de fora por diferenças políticas com os demais membros do grupo.No relatório final da reunião, os líderes do G7 expressaram preocupação com a origem do Coronavírus, e solicitaram um novo estudo sobre o tema. Além disso, o documento também dizia que o grupo estava preocupado sobre o trabalho forçado patrocinado pelo estado chinês, particularmente nos setores agrícola, solar e de vestuário. Ainda dizem que a China deve respeitar os direitos humanos em Xinjiang, permitir mais autonomia em Hong Kong e trabalhar para evitar uma deterioração da segurança no Mar da China Meridional.Por sua vez a China reage dizendo que o grupo do G7 está difamando o país e acusa os países de manipulação política. O que sabemos que será discussão será longo e se estenderá até a próxima reunião do G20 prevista para outubro deste ano. Vamos acompanhar junto aqui no blog. Até o próximo artigo!
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