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Países Emergentes: BRICS

Países Emergentes: BRICS

Países Emergentes: BRICS

“BRICS” é a sigla para referenciar os cinco principais países emergentes do globo: em ordem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Inicialmente a sigla se chamava “BRIC” e se referia apenas ao Brasil, Rússia, Índia e China. Foi criada em 2001 pelo economista Jim O’Neill, analista de mercado do grupo Goldman Sachs (um dos maiores bancos de investimento do mundo). Na oportunidade, o especialista escreveu um relatório intitulado Building Better Global Economic Brics, que em português significa “Construindo melhores países econômicos globais”.
Neste relatório o economista inseriu a previsão de crescimento econômico no mundo para os próximos cinquenta anos, e chegou à conclusão de que o Brasil, a Rússia, a Índia e a China eram os países que mais se destacavam.
Ainda segundo este relatório escrito em 2001, dentro das próximas décadas, os quatro países ocupariam o topo no ranking das maiores economias do mundo.
Será que Jim O’Neill acertou a previsão? Isso só o tempo irá dizer, mas vamos aprofundar o tema no artigo de hoje?

Principais Objetivos

Em 2006, a coordenação diplomática do Brasil, Rússia, Índia e China iniciaram de maneira informal, mas regular, reuniões anuais de Chanceleres. Essa interação exitosa levou à decisão de que o diálogo deveria ser continuado no nível de Chefes de Estado e de Governo, por meio do que chamamos de Cúpulas Anuais.
A partir da primeira Cúpula, realizada na Rússia em 2009, o diálogo entre os membros do BRIC – que se transformou em BRICS com a participação da África do Sul em 2011 – foi ganhando profundidade e abrangência.
Mais do que uma sigla que identificava países emergentes, o BRICS tornou-se uma nova e promissora entidade político-diplomática, bastante distinta do conceito original formulado para o mercado financeiro.
Os líderes dos cinco países procuraram se reunir uma vez por ano. E nos últimos anos, o BRICS evoluiu em áreas de consenso entre seus membros, tendo sido possível reforçar seus dois pilares principais:
1.A coordenação em foros multilaterais, com ênfase na governança econômica e política
2.A cooperação entre seus membros participantes.
Como menciona o Itamaraty, ao longo da sua primeira década de existência, o BRICS desenvolveu cooperação setorial em diferentes áreas como: ciência e tecnologia, promoção comercial, energia, saúde, educação, inovação e combate a crimes transnacionais. Hoje, a cooperação já abrange mais de 30 setores da economia.

Histórico BRICS

No comércio exterior dizemos que os blocos econômicos são associações realizadas por países em prol do desenvolvimento social, político e econômico de seus membros. Geralmente é muito vantajoso para um país se integrar a um bloco, como a eliminação de tarifas e barreiras alfandegárias e a garantia de desenvolvimento do comércio interno e externo.
Sobre este tema é importante reforçar algo para você leitor: apesar de o BRICS ser um mecanismo oficial de cooperação entre os países integrantes, ele ainda não é considerado um bloco econômico. Pode ser no futuro? Pode sim, mas ainda não é.
O BRICS não é considerado ainda um bloco econômico (como a União Europeia ou Mercosul), pois não possui um estatuto formal de regras ou uma carta de princípios. Além disso, não possui um secretariado fixo e nem tem fundo próprio para financiar qualquer uma das suas atividades.
Nos últimos anos, as exportações entre os países que formam o BRICS cresceram 45% e a participação destas exportações no total do comércio internacional dos países membros aumentou 7,7% em 2015 para 10% em 2020.
Além disso, o Produto Interno Bruto dos cinco países também cresceu a uma taxa média anual de 5,31% mais rápido que o PIB global, segundo dados do Fundo Monetário Internacional.

Desafios a Vencer

Mas obviamente (e infelizmente) os prejuízos de sociais e econômicos causados pela Pandemia do Coronavírus poderão encolher este crescimento. A estimativa é de queda na economia dos cinco países de pelo menos 30%, sendo que o Brasil, Índia e África do Sul possivelmente apresentarão taxas de crescimento abaixo da média anual. De todo modo, esta queda é momentânea e a expectativa é dos BRICS continuarem com sua integração.Outros desafios que merecem destaque são do campo do relacionamento político. O confronto bilateral entre China e Índia por disputas territoriais históricas são um dos pontos de tensão no grupo. Além disso, o atual posicionamento do Presidente Bolsonaro em torno da crise humanitária na Venezuela é fonte de divergências com a Rússia.No campo econômico, a situação ainda é de desequilíbrio entre os desempenhos nacionais dos cinco países nos últimos anos. Enquanto a Índia continua a crescer, e a China ainda mantém uma taxa de crescimento maior que a média mundial, o Brasil, Rússia e África do Sul não acompanham estes desempenhos econômicos.Quer ficar por dentro dos principais assuntos do comércio exterior? Acompanhe nosso blog! Semanalmente temos textos sobre este tema!

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