
Se você é empresário ou trabalha com comércio exterior talvez já suspeite os motivos que levam nosso país ter uma participação tão baixa comércio mundial. Alguns motivos são nossos velhos conhecidos: o famoso “Custo Brasil”, a falta de infraestrutura logística, os gargalos portuários, a alta carga tributária, a mão-de-obra desqualificada, entre outros.
Em 2019, no relatório divulgado pela Organização Mundial do Comércio – OMC, o Brasil respondeu por apenas 1,2% das exportações (27ª posição global) e 1% das importações (28ª posição global) de mercadorias. Naquela época o destaque foi o aumento nas exportações dos segmentos agropecuário, de sucatas ferrosas e de minério de ferro.
Será que houve aumento neste número? Vamos refletir no artigo de hoje a respeito da participação do Brasil no comércio mundial.
2020 e seus efeitos
Infelizmente a pandemia da Covid-19 causou impacto no comércio do Brasil com outros países acima da média mundial. No ano passado, a corrente de comércio (quando somamos o total de importações e exportações) brasileira recuou aproximadamente 8%, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria – CNI.
A variação supera o encolhimento de 7,6% na corrente de comércio mundial em 2020. Em relação aos demais membros do G20 o cenário também não é melhor para o Brasil, afinal no ano passado, a corrente de comércio entre os membros do grupo diminuiu 8% em relação a 2019.
Entenda mais sobre o G20 – o grupo das maiores economias do Globo clicando aqui.
Ano passado, a retração na corrente de comércio brasileira resultou da queda de 7% na exportação e de 10% na importação. Do lado das importações, o principal fator foi a desvalorização do real, que encareceu as mercadorias vindas do exterior.
Apesar da diminuição do fluxo comercial, o Brasil manteve-se na 27ª posição no ranking de comércio mundial. No ano passado, o país deteve apenas 1% de participação na movimentação global de exportações e importações.
China manteve a liderança
Ainda entre os países do G20, a China foi o único a registrar crescimento na corrente de comércio em 2020. Apresentou crescimento de 4% nas exportações e de 1% nas importações, o país registrou uma corrente de USD 4,6 trilhões no ano passado e viu a participação no comércio mundial subir de 12% para 13%, mantendo a liderança no ranking dos países.
Logo atrás, em segundo lugar no comércio mundial ficaram os Estados Unidos. Embora a corrente de comércio do país tenha encolhido, o país exportou e importou 3,8 trilhões de dólares no ano passado e concentrou 11% do comércio mundial. A Alemanha fechou 2020 em terceiro lugar, com 7% do comércio global, e o Japão em quarto, com 4%.
Em todo o planeta, também como reflexo da pandemia, o comércio de bens atingiu em 2020 o menor nível desde 2016, tendo toda a sua cadeia de valor afetada. A corrente de comércio somou cerca de USD 35 trilhões, queda de 7,6% em relação a 2019. A exportação mundial caiu 7,5%, enquanto a importação recuou 7,6%.
E com relação ao comércio exterior de serviços no Brasil?
Também registramos o comércio exterior de serviços. Nesta conta entra principalmente transações bancárias, turismo, assistência técnica, consultoria e educação.
Obviamente ano passado, houve uma queda no consumo de serviços no mundo todo. No entanto, o Brasil registrou em 2020 uma queda em sua corrente de comércio de serviços, acima da média registrada pelos países do G20 e pelo mundo. Um Levantamento da Confederação Nacional da Indústria, mostra que no ano passado, a corrente de comércio de serviços brasileiras caiu 26% na comparação com 2019. O valor passou de USD 95 bilhões para USD 75 bilhões.
As exportações brasileiras de serviços totalizaram aproximadamente USD 28 bilhões em 2020, uma queda de 17%, enquanto as importações registraram o total de USD 47 bilhões uma queda de 31%.
Expectativas para o comércio do Brasil
A Organização Mundial do Comércio revisou de forma positiva suas previsões para o crescimento do comércio global de bens em 2021 e em 2022.
No mesmo comunicado, no entanto, a OMC também alerta sobre uma recuperação desigual, mais lentas e arriscada para muitas economias do globo representados pela pandemia da Covid-19 e problemas na cadeia de fornecimento.
A OMC espera que o comércio de mercadorias avance 10,8% em 2021, após queda de 5,3% em 2020. Em março, a previsão era de crescimento de 8,0% em 2021. Leia mais a respeito clicando aqui.
Conclusão
Apesar de não muito animadora, é importante considerar os investimentos e o interesse governamental em estabelecer acordos com outros países. Por muito tempo o Brasil esteve isolado, a única parceria estabelecida era o Mercosul. Expandir os horizontes é preciso e necessário.
Controlar o câmbio, melhorar a competitividade dos produtos brasileiros lá fora, vender o Brasil de uma maneira positiva para o mercado estrangeiro e fazer os tão sonhados investimentos em nossa infraestrutura logística seria um grande passo.
Representamos menos de 2% de todo o comércio mundial, mas em muitos segmentos somos um dos maiores produtores: agroindústria, pecuária, minérios e alguns commodities, como café e açúcar.
Temos muito o que remar ainda? Temos sim. Mas sem dúvidas investir no exterior fará sua empresa crescer e principalmente não depender apenas do mercado interno. Se você precisar de uma forcinha com suas importações, conte com a maior empresa de consultoria do Brasil. Até o próximo artigo.
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