
A Índia é o segundo país mais populoso do globo e o sétimo maior em espaço geográfico. Economicamente, a Índia tem crescido de forma significativa, especialmente no segmento industrial.
Esse crescimento ocorreu especialmente a partir dos anos 1940, após a descolonização europeia e a consequente abertura de mercado que ocorreu na segunda metade do século XX.
Por se enquadrar como um país anteriormente subdesenvolvido e atualmente emergente – como é o caso do Brasil – as duas nações têm mantido relações econômicas cada vez mais estreitas, como veremos mais adiante neste artigo.
O texto de hoje tem como objetivo explorar um pouco da história desse país tão importante no jogo econômico mundial, além de destrinchar a relação dele com o Brasil. Continue lendo abaixo!
Um breve histórico da Índia
Com uma cultura e história milenares, o segundo país mais populoso do mundo não poderia ficar sem ter um impacto ímpar na geopolítica e economia mundial da atualidade, sendo fundamental no abastecimento de mão de obra e de produtos para todos os continentes.
Ao longo dos anos, a Índia se tornou importante na história comercial e riqueza cultural do oriente, principalmente após se tornar independente do império britânico, o que ocorreu somente em 1947, após diversas manifestações sociais.
Desde a sua independência na década de 40, a Índia mantém relações cordiais com a maioria das nações. Uma das únicas exceções é o Paquistão, país vizinho que a Índia divide fronteira. Eles já entraram em guerra por quatro vezes, a última foi em 1999.
Geopolítica e relações econômicas
Atualmente, a Índia mantém relações estratégicas com a Rússia, Israel e França. Nos últimos anos, tem desempenhado um papel-chave na Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional (SAARC) e na Organização Mundial do Comércio.
Além disso, o país indiano participa da Cúpula do Leste Asiático, do G8+5 e de outros fóruns multilaterais.
Na área econômica, a Índia tem estreitos laços com a América do Sul, a Ásia e a África, mas mantém relações econômicas com todos os continentes.
Ela é um dos integrantes do BRICS, que o Brasil faz parte. Já falamos sobre o BRICS aqui em nosso blog. O Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul são os integrantes desta entidade político-diplomática.
Economia da Índia
Apesar de ocupar o sexto lugar na lista de maiores economias do mundo – se considerarmos o PIB nominal – e ser considerado um país emergente, a distribuição de renda populacional ainda é muito baixa.
De acordo com o World Bank, o PIB per capta da Índia em 2020 foi de US$ 1.900,70. A título de comparação, no mesmo período o PIB per capita no Brasil foi de US$ 6.796,84 e nos Estados Unidos de US$ 63.543,57.
Segmento industrial
Assim como a China, que cresceu exponencialmente ao longo dos anos, a Índia vem apresentando um crescimento anual de aproximadamente de 6% nos últimos anos.
O principal motivo para esse crescimento é a instalação de multinacionais do segmento industrial no País.
Os principais atrativos que levaram essas empresas a se instalarem na Índia foram a quantidade de mão de obra com baixo custo e o enorme mercado interno consumidor.
Os principais segmentos industriais indianos são o têxtil, maquinaria, produtos químicos, aço, transportes, mineração e software.
As principais exportações incluem os derivados de petróleo, produtos têxteis, pedras preciosas, software, engenharia de bens, produtos químicos, peles e couros.
Entre as principais importações estão o petróleo cru, maquinarias, joias, fertilizantes e produtos químicos.
Quais são os destaques industriais da Índia?
Atualmente, a Índia se destaca na produção industrial de tecnologia e inovação, pois é grande produtora de eletroeletrônicos, agroindustriais, informática e biotecnologia.
Ela é a maior produtora de softwares do mundo e nesse segmento a Índia concorre de igual para igual com as indústrias de países desenvolvidos.
Outro destaque industrial é a produção de base, tais como: têxtil, siderúrgica e química.
Nos últimos anos, o acelerado crescimento econômico da Índia foi barrado em virtude de questões geopolíticas envolvendo um país vizinho: o Paquistão.
Além disso, em 1997, ocorreu a crise da Ásia, fazendo com que o desempenho econômico sofresse uma queda. A desaceleração só não foi maior graças ao grande mercado consumidor interno.
Como funciona a relação comercial entre Brasil e Índia?
O Brasil é o principal fornecedor de commodities para diversos países. Com a Índia não poderia ser diferente. Em 2021, os destaques nas exportações foram: petróleo, açúcar, óleos vegetais, hortaliças e madeira bruta.
Já em 2020, o petróleo foi o produto mais exportado para a Índia e gerou uma receita de US$1,22 bilhão, correspondendo a 42% dos produtos exportados para o país. Em seguida aparecem os açúcares, correspondendo a 17% das exportações para a Índia.
O Brasil, por outro lado, também importa muitos produtos da Índia, fazendo com que o país esteja na 7ª posição de principais fornecedores de produtos e commodities para os brasileiros.
Antes da pandemia, a Índia teve participação de 2,4% nas importações brasileiras no ano de 2019.
No mesmo ano, o Brasil desembolsou US$ 4,3 bilhões em importações da Índia, tendo um acréscimo de 16% se comparado ao ano anterior, quando haviam sido importados da Índia um total de US$ 3,7 bilhões.
Os produtos mais importados pelo Brasil foram petróleo, inseticidas, medicamentos, fios têxteis e alumínio.
Expectativas futuras da relação Índia – Brasil
No início de 2020, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, viajou para a Índia com o objetivo de estreitar as relações com o Primeiro-Ministro do país, Narendra Modi.
Na ocasião, os governos estabeleceram o objetivo de duplicar o intercâmbio comercial nos próximos cinco anos, além de estreitar parcerias em áreas estratégicas, como bioenergia, e atrair mais investimentos brasileiros para a Índia.
Dados da Secretaria do Comércio Exterior Brasileiro (SECEX) mostram que houve um aumento relevante registrado na corrente de comércio entre os dois países nos quatro primeiros meses de 2021, com uma alta de 23,6% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Com relação às importações da Índia para o Brasil, houve um aumento ainda maior, da ordem de 25,9%, alcançando a marca de US$ 1,868 bilhão.
No período, a balança comercial bilateral proporcionou à Índia um superávit de US$ 592 milhões e a corrente de comércio (exportação + importação) totalizou US$ 3,146 bilhões.
Conclusão
A expectativa para 2021 e para 2022 é continuar o crescimento comercial entre os dois países, com a abertura dos mercados e aumento do consumo no período pós-pandemia.
Ficou curioso para conhecer ainda mais sobre este país? Será que há oportunidades para sua empresa no comércio exterior? Se mantenha informado em nosso blog!
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